Os Impactos nas Exportações e Importações Brasileiras Frente ao Conflito EUA X Irã

Columbia Trading • 15 de janeiro de 2020


Em prol dos últimos acontecimentos, muito se especula o quanto as negociações globais envolvendo os dois países serão afetadas. Porém por ora, não há sinais concretos de que o comércio brasileiro será impactado pela crise entre EUA-Irã.


As importações do Irã para o Brasil são baixas: No período de janeiro a novembro de 2019, elas totalizaram US$ 88,94 Milhões. Logo, o Irã é o 70º colocado no Ranking de Importações Brasileiras. O principal produto importado do Irã atualmente é a ureia, que representa 97% das importações brasileiras.


Nas exportações, o Irã ocupa 23ª posição no Ranking de Exportações Brasileiras, que representa apenas 1,03% do que o Brasil exporta para o mundo. É o principal destino do Milho em grãos brasileiro. Da soja 2,2% é destinada ao país.


Por outro lado, após a Petrobras suspender o trânsito de seus navios no estreito de Ormuz, temendo ataques,

levanta-se dúvidas sobre quais seriam as consequências no cenário das importações e exportações brasileiras de petróleo e derivados.


Segundo especialistas, o Brasil tem alternativas para reduzir sua dependência do petróleo árabe e garantir o

abastecimento interno, no caso de um agravamento das disputas geopolíticas. O cenário, porém, representaria uma mudança nas rotas comerciais do país.


O discurso do presidente americano, Donald Trump na quarta-feira dia 09/01/2020 sinalizando parar a interrupção dos

ataques ao Irã, acalmou os ânimos do mercado e a cotação do barril tipo Brent caiu 4%, para US$ 65, depois de superar os US$ 70 nos últimos dias.


O Oriente Médio é um consumidor irrelevante de petróleo e derivados do Brasil, mas um importante fornecedor de

óleo bruto para as refinarias brasileiras. De acordo com dados do Ministério da Economia, 38% das importações brasileiras de óleo bruto em 2019 vieram da Arábia Saudita e Iraque. No caso dos derivados, 1% das exportações de óleos

combustíveis (incluindo o diesel) do Brasil vão para países árabes, como Emirados Árabes Unidos (EAU) e Qatar. Nas importações, esse número é de 7%, com destaques para produtos dos EAU e da Arábia Saudita.


“Não é uma questão se o Oriente Médio é ou não um mercado relevante para o Brasil. O mercado de óleo e gás é global. Os fluxos se interconectam. O Brasil, por exemplo, compra muito diesel da Índia, que por sua vez importa muito do Oriente Médio. Os preços aumentam em todo o mundo em tensões geopolíticas”, comenta o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.


Rodrigo Leão, coordenador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), explica que o principal exportador de óleo leve para o Brasil é a Argélia – que não escoa a sua produção a partir de Ormuz.


“Em tese, acredito que a nossa produção tem condições de substituir boa parte desse petróleo [mais leve importado]. Nãome parece que tenha tanto risco de abastecimento ao Brasil. Mas isso [eventual guerra no estreito de Ormuz] pode obrigar a Petrobras a rever o foco de exportação de óleo cru ou aumentar a importação de outros locais”, comenta. “A questão maior sobre o abastecimento está nos efeitos indiretos. Em que medida a exportação de petróleo cru de Iraque e Arábia para os países de onde nós importamos derivados vai ser afetada?”, ressalva.


Ele destaca que uma obstrução de Ormuz 
impactaria o transporte do petróleo para Europa e EUA, afetando indiretamente as importações brasileiras de derivados. “Mas o Brasil tem um parque de refino grande o suficiente e com capacidade ociosa para compensar parte desse efeito”, disse.



Fontes Internet: Valor Econômico,

09/01/2020 e FAZCOMEX

(https://www.fazcomex.com.br/blog/ira-exportacoes-e-importacoes-do-brasil/)

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Por Columbia Trading 4 de abril de 2025
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Este artigo explora como a implementação eficaz de práticas de compliance aduaneiro pode não apenas evitar penalidades e atrasos, mas também otimizar processos, reduzir custos e garantir um planejamento tributário adequado. Em um mercado onde cada detalhe faz diferença, entender a fundo esse componente da cadeia de suprimentos internacionais é essencial para profissionais de diversos setores. O que é Compliance Aduaneiro e Por Que Ele é Essencial? O compliance aduaneiro consiste no conjunto de práticas e procedimentos que garantem a conformidade das operações de comércio exterior com as legislações e regulamentações aduaneiras vigentes. Este processo abrange desde a classificação fiscal correta dos produtos até a documentação precisa para os despachos aduaneiros. Quando implementado de forma estratégica, o compliance aduaneiro proporciona muito mais que segurança jurídica. Ele se traduz em processos mais eficientes, redução significativa de riscos operacionais e otimização de recursos financeiros. Para empresas importadoras, isso representa a diferença entre operações fluidas e constantes interrupções que podem comprometer toda a cadeia de suprimentos. A ausência de um programa robusto de compliance aduaneiro expõe as empresas a riscos consideráveis: multas elevadas, apreensão de mercadorias, atrasos nos desembaraços e até mesmo suspensão temporária das atividades de importação e exportação. Os Riscos de Não Seguir o Compliance Aduaneiro A falta de conformidade aduaneira pode resultar em consequências graves para importadores, como: - Multas e penalizações fiscais – Erros na classificação fiscal, no pagamento de tributos ou na documentação podem gerar autuações severas; - Atrasos e retenções alfandegárias – Processos incorretos podem atrasar a liberação da carga, impactando prazos e custos operacionais; - Apreensão de mercadorias – O não cumprimento das exigências pode levar à retenção definitiva da carga pela Receita Federal; - Perda de credibilidade e restrições comerciais – Empresas que não seguem as normas podem ser impedidas de operar no comércio exterior; - Aumento de custos operacionais – Falhas no compliance podem gerar gastos extras com armazenagem, reclassificação fiscal e reprocessamento documental. Portanto, garantir um compliance aduaneiro eficiente não é apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia essencial para o sucesso das operações de importação. Os Pilares de um Programa de Compliance Aduaneiro Eficiente Classificação Fiscal Precisa A correta classificação fiscal das mercadorias importadas constitui a base de um programa de compliance eficaz. Este processo determina não apenas as alíquotas de impostos aplicáveis, mas também controles administrativos específicos e eventual necessidade de licenciamentos. Um erro de classificação pode resultar tanto em pagamento excessivo de tributos quanto em infrações graves, com penalidades que podem chegar a 30% do valor aduaneiro da mercadoria. Empresas com programas sólidos de compliance investem em equipes especializadas e sistemas de suporte para garantir a precisão neste aspecto fundamental. Valoração Aduaneira Correta A determinação do valor aduaneiro, base para o cálculo dos tributos incidentes na importação, exige atenção especial dentro do planejamento tributário das operações internacionais. O compliance aduaneiro assegura que todos os elementos que compõem o valor aduaneiro (preço da mercadoria, fretes, seguros e outros custos associados) sejam corretamente declarados, evitando tanto o subfaturamento quanto o pagamento desnecessário de impostos. Esta prática equilibra a conformidade legal com a otimização fiscal legítima. Gestão Documental e Rastreabilidade Um sistema eficiente de gestão documental garante que todos os documentos necessários para uma operação de importação estejam completos, precisos e disponíveis no momento adequado, facilitando o desembaraço aduaneiro ágil. A rastreabilidade completa das operações permite identificar rapidamente a origem de eventuais não-conformidades, possibilitando ações corretivas imediatas e a implementação de medidas preventivas para operações futuras. Esta disciplina documental é essencial para empresas que buscam certificações em programas como o Operador Econômico Autorizado (OEA). Benefícios Estratégicos do Compliance Aduaneiro Redução de Custos Operacionais A implementação de práticas de compliance aduaneiro resulta em economia significativa nas operações de comércio internacional. Esta economia deriva não apenas da diminuição de multas e penalidades, mas principalmente da otimização do planejamento logístico e financeiro. Processos mais previsíveis e desembaraços mais rápidos significam menos custos de armazenagem, demurrage e capital de giro imobilizado. Mitigação de Riscos e Proteção Reputacional O compliance aduaneiro atua como um escudo protetor contra riscos operacionais, legais e reputacionais. Em um ambiente de negócios onde a transparência é cada vez mais valorizada, manter um histórico impecável nas operações aduaneiras fortalece a imagem da empresa perante clientes, fornecedores e autoridades. Para departamentos jurídicos e tributários, isto representa maior segurança nas operações e redução significativa de contingências fiscais. Um programa robusto de compliance permite identificar e corrigir potenciais problemas antes que eles se transformem em autuações ou processos administrativos. Aumento da Competitividade Operações de importação mais eficientes, previsíveis e com custos otimizados traduzem-se diretamente em vantagem competitiva. Empresas que dominam o compliance aduaneiro conseguem prazos de entrega mais curtos e custos finais mais atrativos. Este ganho de competitividade é particularmente relevante em setores onde a agilidade na cadeia de suprimentos e a precisão no planejamento financeiro são diferenciais críticos. A capacidade de antecipar custos e prazos com maior precisão permite estratégias comerciais mais agressivas e maior satisfação dos clientes. Como Implementar Um Programa de Compliance Aduaneiro Eficaz A implementação de um programa de compliance aduaneiro robusto requer uma abordagem sistêmica, envolvendo diversas áreas da empresa. 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